FESTIVAIS 

 

 7ª Mostra de Cinema de Gostoso 

10 a 14 de março

https://www.mostradecinemadegostoso.com.br/

 

 14ª Mostra Panorâmica do Festival Visões Periféricas 

24 e 31 de março 

https://imaginariodigital.org.br/visoes-perifericas/2021


 

 6ª EGBÉ  - Mostra de Cinema Negro em Sergipe 

10 a 16 de abril 

https://www.videocamp.com/pt/filmmakers/egbe-mostra-de-cinema-negro-de-sergipe

 

7ª  Mostra Cineclube Palmares

19 e 27 de março 

poloaudiovisual.tv/cineclubepalmares

9º OLHAR DE CINEMA FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE CURITIBA
DE 07 A 15 DE OUTUBRO
WWW.OLHARDECINEMA.COM.BR

 

CAVALO

Com uma recepção calorosa do público e da imprensa especializada, o longa-metragem alagoano “Cavalo” iniciou sua carreira na 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em janeiro de 2020, e desde então já participou de 25 festivais em 4 países, e recebeu os prêmios de melhor documentário no Cindie Festival, Melhor trilha sonora; melhor som e melhor direção de arte no festival Comunicurtas 2020, e  Menção honrosa no Festival Cine Seridó 2021.

Em paralelo a carreira nos festivais, onde já foi visto por mais de 10 mil pessoas, a produção tem sua estreia no circuito comercial agendada para o próximo dia 13 de maio, data simbólica para as religiões de matriz africana, quando é celebrada a memória dos pretos e pretas velhas nos terreiros de todo o Brasil. Cavalo será lançado nacionalmente pela Descoloniza Filmes e pela La Ursa Cinematográfica em pelo menos 20 salas. Na sequência estará disponível nas principais plataformas digitais e será programado na grade do Canal Brasil.

Contemplado no Prêmio Guilherme Rogato, da prefeitura de Maceió, e contando com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual  - FSA para sua realização, Cavalo é o primeiro longa-metragem fomentado por um edital público em Alagoas, o que representa um marco para a política cultural do estado. 

Com direção de Rafhael Barbosa (“O que Lembro,Tenho”) e Werner Salles Bagetti (“Exu - Além do Bem e do Mal”), o filme utiliza uma linguagem híbrida, entre a ficção, o documentário e a experimentação, para  falar sobre a memória da ancestralidade no corpo.

“Desde Exu (2012), temos desenvolvido um projeto artístico que se relaciona com os arquétipos dos orixás e das entidades. Uma pesquisa de oito anos que influenciou na concepção do nosso primeiro longa. Também estávamos estudando a história do Quilombo dos Palmares, uma das maiores narrativas de resistência do mundo, quando entendemos que seria instigante investigar os ecos desse passado em nossa contemporaneidade. A ancestralidade foi o caminho encontrado para expressar essa busca”, explica Rafhael Barbosa, responsável pelo roteiro e direção do filme, ao lado de Werner Salles.

“Escolhemos o corpo como signo mais proeminente do filme. Nossas personagens são sete jovens artistas alagoanos, rappers, Bboys e Bgirls, dançarinos e dançarinas de diferentes gêneros.  E alguns deles são cavalos (como são chamados os médiuns na Umbanda e no Candomblé), condição que potencializa a capacidade de expressão corporal”, completa Werner.  

“O contato com as histórias das personagens transformou o roteiro do filme. Nas audições, fomos confrontados com relatos muito ricos, histórias poderosas. Enxergamos  nessas sete trajetórias elementos que se complementaram para criar uma só narrativa”, diz Rafhael Barbosa.  

Compõem o elenco de protagonistas Alexandrea Constantino, Evez Roc, Joelma Ferreira, Leide Serafim Olodum, Leonardo Doullennerr, Roberto Maxwell  e Sara de Oliveira. O grupo foi selecionado após um teste de elenco, e passou a conviver num intenso processo de preparação. Uma imersão artística que é mostrada no filme como um de seus eixos narrativos.

Num processo de criação em coautoria, os personagens foram provocados a construir performances inspiradas pelo arquétipo do cavalo e suas muitas simbologias.   

Para Werner Salles, o filme também é um mergulho nas possibilidades do inconsciente. “Cavalo também é um arquétipo do inconsciente, uma metáfora do corpo, da força, da psique. E o filme dialoga diretamente com essas questões. A intuição foi o guia, não só nas performances das personagens, mas desde a concepção até a montagem final. Somos todos cavalos nesse processo”, explica o diretor. 

Segundo os diretores, apesar da linguagem provocadora, “Cavalo” tem potencial para alcançar uma  trajetória popular.

“O filme não tem uma narrativa clássica. Seguimos o caminho do cinema de poesia, mas sempre com uma vontade de nos conectarmos com o público por meio da sensibilidade. Num momento em que a intolerância religiosa e os diversos preconceitos avançam de maneira preocupante no país, ‘Cavalo’ é um grito poético que deve reverberar”, diz Rafhael.  

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